Direito Eleitoral
O Direito Eleitoral regula as regras da disputa: quem pode se candidatar,
como a campanha se comunica, como os recursos entram e saem
e o que acontece quando alguma dessas regras é descumprida.
A disputa tem regras próprias
e prazos que não se recuperam
A legislação eleitoral impõe obrigações específicas em cada etapa da campanha, com prazos curtos e consequências severas: indeferimento do registro, cassação do diploma, multa e inelegibilidade. Boa parte do que chega à Justiça Eleitoral nasce de decisões tomadas sem orientação nas semanas anteriores.
O escritório atua ao lado de candidatos, partidos e detentores de mandato desde a preparação da candidatura, na condução da campanha dentro dos limites legais e na defesa quando representações e ações são propostas.
A atuação é técnica e reservada. Cada caso é analisado a partir do cargo em disputa, do histórico do candidato, da estrutura do partido e da fase do calendário eleitoral em curso.

Registro de Candidatura e Elegibilidade
O registro é a porta de entrada da disputa e concentra as exigências de filiação partidária, domicílio eleitoral, quitação de contas anteriores e ausência de causa de inelegibilidade — todas verificáveis antes do pedido, e não depois dele.
O escritório analisa previamente as condições de elegibilidade, organiza a documentação exigida, acompanha o pedido de registro perante a Justiça Eleitoral e atua nas impugnações, tanto na defesa do candidato quanto no questionamento de registro de terceiros.

Propaganda Eleitoral e Condutas Vedadas
A propaganda tem regras de conteúdo, de meio e de data, e alcança também redes sociais, impulsionamento pago e a atuação de apoiadores. A quem já exerce mandato somam-se as condutas vedadas aos agentes públicos em ano eleitoral.
O escritório orienta a campanha sobre o que é permitido em cada fase, avalia peças antes da veiculação, propõe representação por propaganda irregular de adversários e responde às que forem propostas contra o candidato.

Arrecadação e Prestação de Contas
Campanha tem contabilidade própria: conta bancária específica, limites de gasto, comprovação da origem dos recursos e prestação de contas à Justiça Eleitoral em prazo fixo. A desorganização financeira do início costuma aparecer como problema jurídico no fim.
O escritório orienta a estruturação financeira da campanha desde a abertura da conta, acompanha a prestação de contas junto à contabilidade responsável e atua na defesa quando as contas são questionadas ou rejeitadas.

Contencioso Eleitoral e Defesa do Mandato
Representações, investigações judiciais eleitorais, ações de impugnação de mandato e recursos correm em rito próprio, com prazos contados em dias e, em período de campanha, sem a folga dos fins de semana. O resultado pode alcançar o diploma e o mandato já em exercício.
O escritório atua na defesa e na propositura dessas medidas perante os juízos eleitorais, o Tribunal Regional Eleitoral e os tribunais superiores, com estratégia definida desde a primeira manifestação nos autos.
Faz sentido buscar assessoria em Direito Eleitoral quando:
- há pretensão de disputar cargo eletivo e é preciso verificar as condições de elegibilidade com antecedência;
- a candidatura está registrada e a campanha precisa de orientação sobre propaganda, arrecadação e gastos;
- o candidato ou o partido recebeu representação, notificação ou ação perante a Justiça Eleitoral;
- as contas de campanha foram questionadas ou rejeitadas;
- o mandato em exercício é alvo de ação que pode levar à cassação do diploma ou à inelegibilidade;
- o partido precisa de orientação sobre convenção, filiação, órgãos de direção ou prestação de contas anual;
- agente público em exercício precisa saber quais condutas lhe são vedadas no ano eleitoral.
Cada situação é analisada individualmente, considerando o cargo em disputa, a circunscrição e a fase do calendário eleitoral em curso.
O escritório inicia pela análise da situação concreta — condições de elegibilidade, situação do partido, contas anteriores, atos já praticados e prazos em curso — para definir o que precisa ser resolvido primeiro.
A atuação pode ser preventiva, com acompanhamento da campanha do registro à prestação de contas, ou pontual, na defesa em processo já instaurado perante a Justiça Eleitoral.
A carteira é conduzida por Werther Sibut, advogado responsável pela área de Direito Público e Administrativo, com acompanhamento das resoluções aplicáveis a cada eleição.
Perguntas frequentes sobre Direito Eleitoral
A filiação partidária precisa ser feita com quanto tempo de antecedência?
A filiação partidária e o domicílio eleitoral na circunscrição são condições de elegibilidade e precisam estar constituídos no prazo fixado pela legislação antes do pleito. É um dos pontos que exigem verificação antecipada, porque não há correção possível depois de vencido o prazo — a candidatura simplesmente não se viabiliza naquela eleição.
Uma condenação anterior sempre impede a candidatura?
Não. A Lei Complementar 64/1990, alterada pela Lei da Ficha Limpa, lista hipóteses específicas de inelegibilidade, cada uma com seus requisitos e prazos. A análise depende do tipo de decisão, do órgão que a proferiu e das exigências de trânsito em julgado ou de decisão colegiada. É exame que deve ser feito antes do registro, não depois da impugnação.
O que pode ser publicado nas redes sociais durante a campanha?
A propaganda na internet é permitida, com regras: identificação do responsável, vedação a determinados formatos e limites para o impulsionamento pago, que só pode ser contratado por candidatos, partidos e coligações. Conteúdo publicado por apoiadores e disparos em massa têm tratamento próprio. Conferir antes de veicular custa menos do que responder à representação depois.
Contas de campanha rejeitadas geram inelegibilidade automática?
Não automaticamente. A rejeição das contas de campanha é decisão da Justiça Eleitoral e pode gerar consequências próprias, além de repercutir em processos posteriores, mas a inelegibilidade depende de hipótese legal específica e de decisão que a reconheça. Há recurso cabível — e o processo de contas é o momento de defender a regularidade, com a documentação organizada.
Quem já exerce mandato precisa de cuidado extra em ano eleitoral?
Sim. A legislação veda a agentes públicos determinadas condutas em ano eleitoral — entre elas transferências voluntárias, publicidade institucional em período restrito, distribuição gratuita de bens e benefícios e uso da estrutura pública em favor de candidatura. O descumprimento pode gerar multa e cassação do registro ou do diploma, ainda que o ato pareça administração comum.
Em quanto tempo a Justiça Eleitoral decide?
Os ritos eleitorais são mais rápidos que os comuns: os prazos se contam em dias e, no período de campanha, correm inclusive nos fins de semana e feriados. Isso muda a preparação — a defesa precisa estar praticamente pronta quando a notificação chega, e é por isso que o acompanhamento preventivo faz diferença no resultado.